Injeção de R$ 75 bilhões e juros limitados: novas mudanças no radar da Poupança

Facebook
Twitter
LinkedIn
Pinterest
Pocket
WhatsApp
Injeção de R$ 75 bilhões e juros limitados: novas mudanças no radar da Poupança


Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) levou ao Ministério da Fazenda e ao Banco Central propostas para aperfeiçoar o SBPE


Clique aqui e escute a matéria

Garantir o teto de juros em 12% ao ano, elevar de 80% para 90% o direcionamento de recursos para o financiamento residencial e estender a fase de testes da nova regra do setor até o fim de 2027. Este é o tripé de propostas levado pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) ao Ministério da Fazenda e ao Banco Central na terça-feira (29) para aperfeiçoar o novo Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE). Segundo estimativas da entidade, a mudança na margem de direcionamento de recursos, por si só, tem o potencial de injetar R$ 75 bilhões adicionais na aquisição e construção de imóveis de até R$ 2,25 milhões, aliviando o gargalo de crédito enfrentado pelas famílias de renda média.

A movimentação junto à equipe econômica ocorre em meio à transição do SBPE, que passa por testes ao longo de 2026 antes da implementação definitiva, prevista para 1º de janeiro de 2027 — prazo que o setor tenta adiar para ter mais tempo de avaliação. Durante as reuniões com a Secretaria de Reformas Econômicas da Fazenda e diretores do Banco Central, o presidente da entidade, Eduardo Aroeira, e o vice-presidente da Comissão da Indústria Imobiliária (CII), Ely Wertheim, reforçaram a necessidade de dar maior transparência aos dados e métricas do novo modelo.

‘;
window.pushAds.push({ id: “banner-300×350-area” });
}

‘;
window.pushAds.push({ id: “banner-300×250-4” });
}

“Tivemos uma boa conversa e ressaltamos principalmente dois pontos: a importância da manutenção do teto de 12% e a necessidade de ampliar a divulgação e a transparência dos dados do novo modelo do SBPE, especialmente aqueles relacionados à classe média. É importante que toda a sociedade consiga acompanhar os resultados e a evolução do sistema”, disse Aroreira.

O alerta do setor privado ganha força ao considerar que a classe média representa 61% da oferta final de imóveis no Brasil, mas vem sentindo com intensidade o efeito cumulativo das taxas de juros elevadas. Para Ely Wertheim, “a reformulação está produzindo efeitos positivos, mas, de um ano para cá, os efeitos negativos ainda foram nocivos. “Tivemos um agravamento muito grande da situação da classe média. Estamos falando de vários anos de juros elevados, que reduziram a capacidade financeira dessas famílias. Por isso, estamos trazendo sugestões de aprimoramento do SBPE para continuar avançando e dar um novo impulso ao financiamento da classe média”.

Em entrevista à coluna Metro Quadrado, Eduardo Aroeira já havia adiantado o empenho da Cbic em austar com o Governo Federal as medidas. “Nós temos acompanhado uma fase de teste do governo que, ao nosso ver, é muito bem-sucedida. O que nós temos argumentado é que ainda é insuficiente”, avaliou.

A urgência nos ajustes ocorre mesmo em um ano de recuperação nos números do crédito imobiliário. Dados apresentados aos órgãos federais mostram que, entre janeiro e julho de 2026, o volume total financiado pelo SBPE atingiu R$ 115,5 bilhões — salto de 36% frente aos R$ 84,8 bilhões registrados em igual período de 2025.

O número de unidades financiadas subiu de 246,4 mil para 337,8 mil, com destaque para a modalidade de construção, que cresceu 117% e alcançou R$ 33,8 bilhões. Do lado das autoridades públicas, Ministério da Fazenda e Banco Central sinalizaram que as sugestões apresentadas estão sob análise técnica e que eventuais mudanças regulatórias serão avaliadas antes da vigência plena das novas regras.

 






Source link

Facebook
Twitter
LinkedIn
Pinterest
Pocket
WhatsApp

Nunca perca uma notícia importante

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *