No Recife, Flávio Bolsonaro reúne direita e promete ‘tirar o Brasil do vermelho’

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No Recife, Flávio Bolsonaro reúne direita e promete ‘tirar o Brasil do vermelho’


Em passagem por Pernambuco, candidato do PL atacou Lula, Moraes e Dino e defendeu propostas como a castração química para estupradores

Por

Mariana de Sousa


Publicado em 16/09/2026 às 22:06
| Atualizado em 16/09/2026 às 22:11


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O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) esteve em Pernambuco nesta quarta-feira (16) em mais uma etapa da agenda de campanha pelo Nordeste. No Recife, o presidenciável participou de um ato político no Marco Zero e no Cais da Alfândega, no Centro da cidade, ao lado de candidatos da direita e aliados no Estado. Durante o evento, Flávio defendeu uma mudança de direção no país, afirmou que pretende “tirar o Brasil do vermelho” e “das mãos sujas do PT”.

“Daqui a pouco estamos aí no Marco Zero com essa seleção que vamos oferecer para o estado de Pernambuco para a gente redirecionar esse país, tirar o Brasil das mãos sujas do PT, tirar o Brasil do vermelho que a gente precisa, porque do jeito que tá ninguém aguenta mais. Tanta dívida, tanta violência, tanta corrupção, tanta incompetência, isso vai mudar e começa a mudança”, afirmou. 

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Após passar por Ceará e Fortaleza, a agenda faz parte de um giro do candidato pelo Nordeste, região que historicamente concentra uma parcela expressiva dos votos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

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No segundo turno das eleições de 2022, Lula recebeu 69,34% dos votos válidos no Nordeste, enquanto o então presidente Jair Bolsonaro (PL) teve 30,66%, fazendo com que a região tenha peso estratégico para a disputa nacional. A passagem de Flávio por Pernambuco foi marcada pela tentativa de fortalecer candidaturas de direita e mobilizar o eleitorado em torno do discurso bolsonarista.

O ambiente do ato foi marcado por bandeiras do Brasil, dos Estados Unidos e de Israel, além de cartazes e palavras de ordem contra Lula e ministros do STF. Entre as manifestações do público estavam gritos de “fora Lula” e “fora Moraes”, em sintonia com o discurso apresentado pelo candidato.

O ato teve presença de apoiadores vestidos de verde e amarelo, bandeiras do Brasil, dos Estados Unidos e de Israel, além de cartazes e manifestações de apoio ao candidato. Ao longo do evento, o público também entoou palavras de ordem contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Entre os gritos estavam “fora Lula” e “fora Moraes”, em sintonia com o tom adotado por Flávio Bolsonaro e dos demais que discursaram no evento.

Castração química

Entre as bandeiras de direita apresentadas por Flávio Bolsonaro durante o ato, o candidato defendeu a adoção da castração química para condenados por crimes sexuais contra mulheres e crianças. Ao abordar propostas para a segurança pública, afirmou que pretende endurecer as punições para estupradores e abusadores.

“Você aí, estuprador, abusador de mulher e de criança, vai ter castração química para você! Para aprender nunca mais a tocar numa mulher sem que ela queira”, declarou.

Ataques a Lula, Moraes e Dino

O discurso de Flávio foi marcado por críticas ao presidente Lula e aos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e Flávio Dino. Antes de iniciar as propostas, o candidato puxou palavras de ordem contra os três. “Fora Lula, fora Moraes e fora Dino!”, repetiu com o público. Ele também afirmou que pretende “passar o Brasil a limpo” e criticou o julgamento de uma questão envolvendo ministros da Corte.

Flávio associou Lula à atuação de Moraes no STF e afirmou que, caso seja eleito, pretende alterar a composição da Corte. O candidato disse que indicará cinco ministros ao Supremo com posições contrárias ao aborto e às drogas e que, segundo ele, respeitem a Constituição e não persigam opositores. “Eu vou indicar para o STF cinco ministros, homens e mulheres, que sejam contra o aborto, contra as drogas, que respeitem a Constituição”, afirmou.

O presidenciável também declarou que pretende proteger as instituições, mas defendeu a saída dos atuais ministros indicados durante governos do PT. “Quem está votando em Lula, está votando em Alexandre de Moraes. Quem está votando em Lula, está votando em Flávio Dino”, disse. Flávio ainda afirmou que pretende vencer a eleição no primeiro turno e que, nesse cenário, “acabou para Alexandre de Moraes” e Flávio Dino.

Mendonça diz que Pernambuco não é ‘curral eleitoral’

No palanque, o candidato ao Senado por Pernambuco Mendonça Filho (PL) reforçou a defesa das candidaturas de direita e afirmou que Pernambuco não seria um “curral eleitoral” da esquerda. O deputado federaldisse que o eleitor pernambucano teria liberdade para escolher seus representantes e declarou apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro.

“A gente demonstrou hoje aqui ao Brasil que Pernambuco, apesar da tradição e da história de esquerda, não é curral eleitoral da esquerda. Aqui a gente não tem cabresto para amarrar o nosso povo. O povo pernambucano é livre. O povo pernambucano é soberano”, afirmou Mendonça.

O candidato a vice-presidente na chapa, Alfredo Gaspar (PL), também discursou no evento e destacou sua origem nordestina, no Ceará. Ele afirmou que Flávio escolheu um nordestino para compor a chapa presidencial, reforçando a tentativa de aproximação da candidatura com o eleitorado da região.

Ao final do discurso, Flávio voltou a pedir votos e afirmou que pretende promover uma mudança no país a partir de janeiro de 2027.

Antes do ato público, Flávio se reuniu em um hotel em Boa Viagem, na Zona Sul do Recife, com o candidato ao Senado Mendonça Filho (PL) e outros nomes da direita no Estado. Entre os apoiadores que estiveram no palanque estavam o candidato ao Senado Carlos Sant’Ana (Novo), os deputados e candidatos incluindo Clarissa Tércio, Júnior de Tércio, Coronel Meira e Joel da Harpa, além dos candidatos Eduardo Moura, Thiago Medina, Gilson Machado Neto, Gilson Machado Filho, Coronel Alberto Feitosa, Anderson Ferreira e André Ferreira.

Em seu discurso, Flávio pediu que os eleitores escolhessem candidatos aliados ao seu projeto para o Congresso Nacional. Ele chamou os nomes de seu palanque de uma “seleção” e afirmou que precisará de apoio de deputados federais, estaduais e senadores para implementar as propostas apresentadas durante a campanha. “Olha para esse palco, escolhe o deputado federal, o deputado estadual, porque eles são nossos aliados”, disse.






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