Senai Park entrega primeira planta modelo para produção de hidrogênio verde desenvolvida para a chinesa CTG que mira no mercado no Nordeste

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Senai Park entrega primeira planta modelo para produção de hidrogênio verde desenvolvida para a chinesa CTG que mira no mercado no Nordeste


Iniciativa reuniu empresas e institutos de pesquisa em ecossistemas de hidrogênio verde (H?V) e na descarbonização de distritos industriais.


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Menos de um ano após ser implantado, o Senai-Park de Pernambuco está entregando seu primeiro projeto de desenvolvimento de plantas industriais. A gigante chinesa CTG (China Three Gorges Corporation) do Brasil, que integra o complexo, acaba de concluir o que chamou de Distrito Industrial Verde, localizado no Complexo Industrial Portuário de Suape, com soluções tecnológicas para apoiar a formação de ecossistemas de Hidrogênio Verde (H2V) e a descarbonização de distritos industriais.

Esse não é um projeto de pesquisa acadêmica mirando um modelo de geração de energia a partir de H2V. Trata-se de um modelo em escala industrial que representa um passo importante nessa jornada ao reunir tecnologia, pesquisa aplicada e colaboração entre diferentes instituições para desenvolver soluções voltadas à rastreabilidade, certificação e comercialização de hidrogênio verde.

Validar modelos

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E segundo a diretora de Desenvolvimento de Negócios e Inovação da CTG Brasil, Fernanda Martins, a iniciativa permitiu gerar conhecimento, validar novos modelos de negócio e criar bases tecnológicas que podem contribuir para a expansão da economia de baixo carbono no Brasil, tendo como referências o desenvolvimento dessa nova cadeia energética”, destaca Fernanda Martins, diretora de Desenvolvimento de Negócios e Inovação da CTG Brasil.

A iniciativa juntou várias equipes voltadas para estruturar uma arquitetura tecnológica que conecta quatro frentes complementares: demanda por descarbonização no Complexo Industrial Portuário de Suape; identificação de oportunidades de localização e produção de hidrogênio verde; monitoramento e rastreabilidade da produção; e a estruturação de mecanismos digitais de comercialização. E o desenvolvimento foi reunir etapas normalmente tratadas de forma isolada, que precisam ser conectadas para apoiar a formação de novos mercados de hidrogênio verde.

H?V em microescala

O resultado disso é um modelo de geração de H2V em microescala de produção para ser comercializado dentro do próprio ecossistema de Suape, com possíveis clientes já instalados no próprio complexo e que demandam H2V nos seus processos. Hoje, esses clientes são atendidos por fornecedores como a White Martins, que já comercializa H2V, de modo que a microfábrica da CTG já pode oferecer o produto especialmente para quem usa hoje hidrogênio cinza.

O desenvolvimento custou menos de R$ 10 milhões (R$ 9,8 milhões) numa mobilização dentro do Programa de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) da ANEEL, incluindo aportes e contrapartidas econômicas e financeiras dos participantes, a CTG Brasil, Senai Pernambuco, Senai Rio Grande do Norte, Complexo Industrial Portuário de Suape, Sinapsis Inovação em Energia, Way2 Tecnologia e EIDEE Design.

Validar arquitetura

Para validar a arquitetura tecnológica em ambiente relevante, foi necessário juntar as expertises do Instituto Senai de Inovação em Energias Renováveis (ISI-ER), que desenvolveu metodologias para identificar áreas mais adequadas à implantação de projetos de H?V, considerando disponibilidade de recursos solares e eólicos, restrições técnicas e socioambientais, proximidade dos mercados consumidores, infraestrutura logística e custos.

No eixo de produção e rastreabilidade, o Instituto Senai de Inovação para Tecnologias da Informação e Comunicação (ISI-TICs) desenvolveu soluções envolvendo sensores, telemetria, processamento de dados, Data Lake e blockchain para acompanhar informações da produção de hidrogênio e estruturar mecanismos digitais de rastreabilidade e apoio à comprovação de origem. A arquitetura foi validada em ambiente relevante no Senai Park em Suape.


Divulgação

soluções voltadas à produção de hidrogênio verde – Divulgação

Frente comercial

Também foi necessário trabalhar na frente comercial, onde a Sinapsis Inovação em Energia, Way2 Tecnologia e EIDEE Design desenvolveram e testaram MVPs (Produto Mínimo Viável) para estruturar a comercialização digital do hidrogênio verde, incluindo definição de produtos, ofertas, contratos, fluxos de negociação, assinatura digital, integração de dados e mecanismos associados a marketplace e leilões. Finalmente, o projeto estruturou mecanismos de blockchain para ampliar a autenticidade, a integridade e a rastreabilidade das informações utilizadas no processo de certificação.

É importante destacar que a iniciativa não teve como objetivo implantar um mercado comercial de H?V nem emitir certificação oficial do produto. A oficialização de determinados mecanismos de certificação e integração regulatória depende da evolução institucional e regulatória do mercado. Mas de entregar um produto acabado.


Divulgação

Senai Parke em Suape onde foi desenvolvido o projeto da CTG de Hidrogênio Verde. – Divulgação

Georreferenciadas

O que exigiu o desenvolvimento de modelos computacionais, bases georreferenciadas e ferramentas de visualização para apoiar a avaliação de oportunidades de produção; testes com dados reais foram realizados em períodos específicos, embora limitações operacionais da planta piloto tenham restringido campanhas contínuas e massivas de produção, tudo isso para associar dados de produção e informações de origem a ofertas de hidrogênio no ambiente digital.

Substituir combustíveis

Segundo o diretor da Sinapsi — Marcelo Pelegrini —, companhia que tem expertise em mercados de energia, inteligência regulatória e desenvolvimento de modelos para comercialização do hidrogênio verde, apesar de ainda estar processando as integrações regulatórias, o H2V já pode ser adquirido por clientes instalados em Suape que poderão substituir os combustíveis usados nas suas atuais instalações.
No último dia 1º, os participantes do projeto se reuniram num workshop com representantes da indústria, centros de pesquisa, instituições de inovação e parceiros do setor produtivo para apresentar os resultados, aprendizados e possibilidades de continuidade do trabalho.






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