Bienal do Livro tem domingo marcado por filas, lotação e debate sobre obras eróticas

Facebook
Twitter
LinkedIn
Pinterest
Pocket
WhatsApp
Bienal do Livro tem domingo marcado por filas, lotação e debate sobre obras eróticas


Por todo lado, pessoas perguntavam onde começavam e terminavam as filas enormes da Bienal do Livro de São Paulo, que, neste domingo, registrou um fluxo intenso em seus corredores, além de muita aglomeração nos espaços de alimentação e aqueles mais próximos dos banheiros.

Em nota enviada à reportagem, organizadores afirmam estar “acompanhando de perto os pontos de maior concentração para fazer os ajustes necessários ao longo do evento”. Eles dizem ainda que, durante a madrugada de sábado para domingo, foram realizadas obras no pavilhão para ampliar o número de banheiros femininos e, assim, desafogar as filas nesses espaços.

A espera para entrar no estande da editora Intrínseca circundava o espaço. Para lidar com a demanda, a equipe da editora criou um “puxadinho” no corredor, mas, mesmo assim, parte dos visitantes se mostrava confusa com a direção que se deveria seguir.

Na área da Companhia das Letras, a fila para o caixa de pagamento formava cinco voltas em si mesma, ocupando metade do corredor externo. O público que tentava atravessar o pavilhão tinha de se espremer entre essa fila e outra menor, do estande dedicado à editora Record. Houve, ali, tumulto e empurra-empurra.

No último sábado, o estande da Alt, selo da Globo Livros, registrou filas de quase três horas. No domingo, o espaço seguiu igualmente lotado, com aglomeração que bloqueava a entrada de um estande vizinho, da editora Malê.

A reportagem viu ainda pessoas sentadas no chão para comer por causa da indisponibilidade de mesas e cadeiras na área de alimentação. “O controle da capacidade do pavilhão é respeitado e seguido dentro das orientações e aprovações da área. Em nenhum momento ultrapassou o limite”, afirma a Bienal do Livro em nota.

Os ingressos se esgotaram nesse primeiro final de semana de evento. Mas ainda era possível acessar os espaços se os interessados tivessem a credencial plena do Sesc, que garante entrada gratuita mesmo se os bilhetes tivessem acabado. A entrada vale para o titular e os seus dependentes.

As redondezas da Arena Cultural, onde ocorre a programação oficial do evento, estava mais tranquila neste domingo, comparado com a aglomeração formada no sábado.

O artista internacional do dia foi o australiano Jay Kristoff, autor de fantasia e ficção científica. Ele escreveu as trilogias “Império do Vampiro” e “As Crônicas da Quasinoite”, publicadas no país pela editora Plataforma21.

No fim da tarde, o espaço recebeu um debate sobre identidade trans e a transformação de experiências historicamente silenciadas em narrativas de potência. A mesa foi composta por Amara Moira, Alana S. Portero e Vércio Gonçalves Conceição, com mediação de Lui Navarro Fonseca. “A literatura trans não é só dor, é muito prazer, muita loucura, muita alegria”, afirmou Moira.

O dia fechou com outro debate, desta vez sobre livros de dark romance, um derivado do gênero erótico, com as autoras Kelly M., Ellie Morgan e Leonor Carvalho.

As autoras falaram sobre desejos femininos e sobre separar realidade de ficção. “Gosto que na fantasia consegimos mostrar desejos que na vida real não teríamos”, disse Morgan.



Source link

Facebook
Twitter
LinkedIn
Pinterest
Pocket
WhatsApp

Nunca perca uma notícia importante

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *