PF nega autoria de relatório que inocenta Nikolas após divulgação de mensagens com Vorcaro

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PF nega autoria de relatório que inocenta Nikolas após divulgação de mensagens com Vorcaro



A Polícia Federal (PF) negou ter produzido um suposto relatório que circulou nas redes sociais afirmando não haver indícios de crime nas conversas entre o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) e o banqueiro Daniel Vorcaro, ligado ao Banco Master. A imagem passou a circular após reportagens do ICL Notícias, divulgadas na quinta-feira (3), revelarem mensagens e áudios envolvendo os dois.

As conversas fazem parte da nova frente de repercussão do chamado Caso Master, que ganhou força nos últimos dias com a divulgação de conteúdos extraídos do celular de Vorcaro. Em uma das mensagens reveladas, Nikolas pede ajuda ao banqueiro para a liberação de um ativo minerário ligado a uma pessoa próxima e afirma querer ter mais proximidade com ele. 

Após a divulgação, Nikolas negou irregularidades nas conversas e minimizou sua relação com Vorcaro. Horas depois, passou a circular nas redes sociais uma suposta página de um relatório da PF afirmando que não haviam sido encontrados elementos suficientes para indicar a prática de crime ou justificar a abertura de uma investigação específica contra o parlamentar. O próprio deputado compartilhou o documento em suas redes sociais.

A PF, no entanto, afirmou que não produziu nem a imagem nem o conteúdo atribuído à corporação.

Inconsistências 

O documento apresenta uma série de inconsistências. Entre elas, divergências entre as datas e o teor das mensagens reproduzidas na suposta página da PF e aquelas efetivamente divulgadas pelo ICL Notícias.

A imagem falsa também indica que as conversas com Nikolas estariam na página 156 de um relatório de 218 páginas. O Estadão apontou, porém, que a página correspondente do relatório verdadeiro não faz referência às mensagens do deputado. O documento oficial divulgado recentemente também tem data diferente daquela apresentada na montagem.

Além das inconsistências, uma ferramenta de verificação da OpenAI indicou sinais de que a imagem foi gerada ou manipulada com ferramentas de inteligência artificial, com a detecção de uma marca d’água associada à produção de conteúdo sintético.

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