Ano de 2025 reafirmou a centralidade do setor privado na sustentação do sistema de educação superior brasileiro, com cerca de 80% das matrículas
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Definitivamente, o ano que está prestes a se encerrar não foi tranquilo para a educação superior brasileira. Isso, contudo, não significa que tenha sido um período ruim, mas de desafios, reflexões e reestruturações. Em 2025, vivenciamos muito mais do que ajustes pontuais; passamos por reformulações regulatórias, transformações tecnológicas, mudanças no perfil dos estudantes e pressões econômicas. Combinados, esses elementos redesenharam, de forma estrutural, o funcionamento do setor.
Do ponto de vista normativo, a principal mudança foi, sem dúvida, a publicação do novo marco regulatório da educação a distância (EAD). A iniciativa buscou responder a um desafio legítimo: assegurar mais qualidade, maior previsibilidade e parâmetros claros para um formato que se consolidou como instrumento central de democratização do acesso ao ensino superior no Brasil.
A nova regulamentação trouxe avanços relevantes ao estabelecer critérios mais objetivos para a infraestrutura dos polos, a mediação pedagógica e o acompanhamento dos estudantes. Ao fixar parâmetros mais claros de atuação, o marco também reconheceu que a educação a distância não é uma alternativa inferior, mas um modelo legítimo, que exige rigor, planejamento e responsabilidade institucional.
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Ao mesmo tempo, o texto também impôs desafios às instituições de educação superior e aos estudantes. A redução do número de polos, por exemplo, está entre as consequências, impactando na capilaridade do sistema, especialmente em municípios de pequeno e médio portes. Outro ponto sensível foi a proibição da oferta do curso de Enfermagem no formato a distância ou semipresencial. Ainda que a formação em saúde exija cautela e responsabilidade, a decisão desconsiderou experiências exitosas, evidências internacionais e o potencial de modelos híbridos bem estruturados.
Outra novidade foi a criação do Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed). Ao buscar conter as recorrentes tentativas de conselhos profissionais de interferir na esfera educacional e, ao mesmo tempo, reafirmar o papel do Ministério da Educação na avaliação da qualidade dos cursos de Medicina, a iniciativa mostrou-se acertada. Para 2026, contudo, impõe-se o avanço na transparência prévia, garantindo a instituições e estudantes clareza quanto à metodologia adotada, bem como aos parâmetros e critérios que orientarão o processo avaliativo.
O ano de 2025 também reafirmou a centralidade do setor privado na sustentação do sistema de educação superior brasileiro. Responsáveis por cerca de 80% das matrículas de graduação, as instituições particulares seguem desempenhando papel decisivo na inclusão educacional, na interiorização do ensino superior e na formação de profissionais.
Em um ambiente regulatório cada vez mais complexo, o setor privado demonstrou capacidade de adaptação, investimento em qualidade e compromisso com resultados acadêmicos e sociais, mesmo diante de restrições orçamentárias, mudanças demográficas e novas demandas do mercado de trabalho.
Nesse contexto, é preciso celebrar a atuação firme e comprometida da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES). O ano marcou não apenas a continuidade de uma atuação histórica em defesa do setor, mas também a consolidação de uma agenda estratégica voltada ao diálogo qualificado, à produção de conhecimento e à representação responsável das instituições privadas junto aos poderes públicos e à sociedade.
A posse da nova diretoria para o triênio 2025–2028, eleita com a missão de fortalecer a autonomia universitária, ampliar a escuta qualificada do setor e impulsionar a inovação, simbolizou a disposição da ABMES de atuar de maneira propositiva e responsável. Ao longo do ano, a Associação intensificou sua presença institucional; produziu diagnósticos consistentes sobre os impactos das políticas públicas e as tendências do ensino superior privado; acompanhou, ao lado do Fórum Brasil Educação, milhares de proposições legislativas, participou de audiências públicas e dialogou com diferentes frentes parlamentares; além de ter trabalhado arduamente para assegurar segurança jurídica, isonomia regulatória e sustentabilidade para as instituições de educação superior.
O balanço de 2025, portanto, revela um ano de avanços regulatórios relevantes, desafios significativos e intensa mobilização institucional. Para a educação superior, ficou claro que qualidade, acesso e inovação precisam caminhar juntos, sem soluções excludentes ou decisões unilaterais. Para a ABMES, foi mais um ano de atuação madura, técnica e propositiva, ancorada no diálogo, na produção de conhecimento e na defesa responsável do setor privado.
Não há dúvida de que os desafios que se projetam para o próximo ano são grandes, mas a experiência acumulada, a capacidade de articulação e o compromisso com a educação como bem público essencial oferecem bases sólidas para seguirmos construindo caminhos que ampliem oportunidades, fortaleçam instituições e contribuam para um Brasil mais justo e desenvolvido.
Janguiê Diniz é diretor-presidente da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES), secretário-executivo do Brasil Educação – Fórum Brasileiro da Educação Particular, fundador e controlador do grupo Ser Educacional, e presidente do Instituto Êxito de Empreendedorismo.


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